Almanaque
O programa ‘Almanaque’, transmitido pela Rádio Roquette Pinto, 94,1 FM, nas manhãs de domingo, de 7:00 às 8:00 horas, é transformado em vídeo e exibido pela Unitevê, canal universitário (www.uniteve.uff.br), às terças e quintas feiras, às 9:30 e 17:30 horas.
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Matéria de 10 May 2011
Cole Porter
COLE PORTER

Cole Porter nasceu em Peru, Indiana, de família abastada. Seu avô materno, James Omar "J.O." Cole, era especulador de carvão e madeira e dominava a família da filha. Sua mãe iniciou-o no estudo musical desde tenra idade; ele aprendeu violino aos seis anos, piano aos oito e escreveu sua primeira opereta (com o auxílio da mãe) aos 10. Ela não só reconheceu como incentivou os talentos do filho e chegou a alterar sua data de nascimento de 1891 para 1893 para fazê-lo parecer mais precoce. Seu avô, J.O. Cole, queria que o garoto se tornasse advogado e, pensando nessa carreira, enviou-o para a Academia de Worcester em 1905 e depois para a Universidade de Yale em 1909.
Nesse período, compõe uma série de canções estudantis, incluindo as do time de futebol americano "Bulldog Bulldog" e "Bingo Eli Yale" tocadas em Yale ainda hoje. Cole Porter compõe cerca de 300 músicas enquanto estudava em Yale. Passa um ano na Faculdade de Direito de Harvard em 1913 (onde foi colega de quarto de Dean Acheson), e então transfere-se para a Faculdade de Artes e Ciência.
Em 1915, sua primeira canção para a Broadway, "Esmeralda", aparece na revista "Hands Up". O rápido sucesso é seguido imediatamente por um fracasso; sua primeira produção para a Broadway, em 1916, "See America First" (libreto de Lawrason Riggs), fica apenas duas semanas em cartaz. As produções seguintes também fracassam. Essa sucessão de insucessos faz com que Porter se auto-exile em Paris, vendendo músicas e sendo sustentado, em parte por seu avô, em parte por sua mãe.

Paris e casamento

Porter trabalhava como compositor quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial em 1917. Ele viajou por toda a Europa, relacionando-se com alguns dos mais conhecidos intelectuais e artistas da época e tornando-se um dos membros da chamada "Geração Perdida".
Em 1918, conhece Linda Lee Thomas, uma rica divorciada de Louisville, Kentucky, oito anos mais velha que ele, com quem se casa no ano seguinte.

À margem

Diferente de alguns de seus contemporâneos, como George Gershwin e Irving Berlin, Porter não fez sucesso imediato na Broadway. No entanto, nascido e casado na riqueza, ele não sofreu com falta de dinheiro e estabeleceu-se fora de sua terra, os Estados Unidos, durante praticamente todos os anos 1920, vivendo uma vida de luxo na Europa. Apesar disso, Porter não ficou ocioso e continuou a escrever. Muitas dessas canções tornaram-se sucessos depois.

Maturidade

Cole Porter reintroduziu-se na Broadway com o musical "Paris" (1928), onde aparece um dos seus grandes sucessos, "Let's Do It (Let's Fall in Love)". O próximo show, "Fifty Million Frenchmen" (1929), incluia vários números populares, dos quais faziam parte "You Do Something to Me" e "You've Got That Thing". Finalizando a década, estreou em 30 de dezembro de 1929 "Wake Up and Dream", com uma partitura que incluia a música "What Is This Thing Called Love?"
Começam os anos 1930 com a revista "The New Yorkers" (1930), incluindo a canção "Love For Sale". A letra desta música foi considerada forte demais para as rádios, mas tornou-se um padrão posteriormente. A seguir, veio o último show teatral de Fred Astaire, Gay Divorce (1932). Nele aparece aquele que talvez seja o maior sucesso de Cole Porter, "Night and Day".
Em 1934, escreve aquele que, para muitos, é seu melhor trabalho no período, "Anything Goes" (1934). Suas canções incluem "I Get a Kick out of You", "All Through the Night", "You're the Top", "Blow, Gabriel, Blow" e a canção-título. Durante anos, os críticos comparam muitos de seus shows - desfavoravelmente - a este. "Anything Goes" marca também a estréia da cantora Ethel Merman em shows de Porter, estrela em cinco de seus musicais.
"Jubilee" (1935), escrita com Moss Hart durante um cruzeiro pelo mundo, não foi um grande sucesso, mas lançou duas músicas que hoje fazem parte do cancioneiro americano — "Begin the Beguine" e "Just One of Those Things". "Red Hot And Blue" (1936), estrelado por Merman, Jimmy Durante e Bob Hope, introduziu "It's De-Lovely", "Down in the Depths (on the Ninetieth Floor)", e "Ridin' High".
Ele também escreveu para Hollywood, incluindo a partitura para Born To Dance (1936), lançando "Easy to Love" e "I've Got You Under My Skin", e Rosalie (1937), lançando "In the Still of the Night". Além disso, compôs a música de "cowboy" "Don't Fence Me In", para um filme de 1930 nunca produzido, que só obteve sucesso quando Roy Rogers e Bing Crosby & The Andrews Sisters a lançaram, nos anos 1940. Porter continuava a viver a vida em grande estilo, em grandes festas, com grandes e famosos amigos. Na verdade, algumas de suas letras mencionam seus amigos da época.
Então, em 1937, um acidente a cavalo quebrou suas duas pernas e deixou-o com dores crônica, severamente incapacitado. Os médicos aconselharam sua esposa e sua mãe a amputar sua perna direita e, eventualmente, a esquerda, mas elas não concordaram. Submeteu-se a mais de 30 cirurgias nas pernas e sofreu dores constantes pelo resto da vida. Durante esse período, o número de operações levaram-no a grave depressão. Foi uma das primeiras pessoas a experimentar a terapia de eletrochoque.

Últimos anos

Apesar da dor, ele continuou a escrever musicais de sucesso. "Leave It to Me!" (1938) (apresentando Mary Martin cantando "My Heart Belongs to Daddy"), "Du Barry Was a Lady" (1939), "Panama Hattie" (1940), "Let's Face It!" (1941), "Something for the Boys" (1943) e "Mexican Hayride" (1944) foram todos sucesso. Esses shows incluíam canções como "Get Out of Town", "Friendship", "Make It Another Old-Fashioned Please", e "I Love You". No entanto, para muitos críticos, suas músicas estavam se tornando menos mágicas e após dois fracassos, "Seven Lively Arts" (1944) (que incluia o sucesso "Ev'ry Time We Say Goodbye") e "Around The World" (1946), muitos consideraram que seu melhor período havia terminado.
Em 1948, faz seu grande retorno ao sucesso, escrevendo aquele que, para muitos, foi seu show de maior sucesso, "Kiss Me, Kate". A produção ganhou um Tony Award de Melhor Musical e Porter o prêmio de Melhor Compositor e Letrista. O repertório — geralmente considerado o seu melhor — incluía "Another Op'nin' Another Show", "Wunderbar", "So In Love", "We Open in Venice", "Tom, Dick or Harry", "I've Come to Wive It Wealthily in Padua", "Too Darn Hot", "Always True to You in My Fashion", and "Brush Up Your Shakespeare". Porter voltava ao topo.
Apesar do próximo show — Out Of This World (1950) — não ter sido um grande sucesso, o show seguinte, "Can-Can" (1952), apresentando "C'est Magnifique" e "It's All Right with Me", foi um grande hit. Sua última produção para a Broadway, "Silk Stockings" (1955), lançando "All of You", foi também bem sucedida.
Após seu acidente, Porter continuou também a trabalhar para Hollywood, escrevendo as partituras para dois filmes de Fred Astaire, "Broadway Melody of 1940" (1940) com Eleanor Powell, incluíndo as músicas "I Concentrate on You", e "You'll Never Get Rich" (1941). Mais tarde compos as músicas para o filme "O Pirata" (1948), com Gene Kelly/Judy Garland. O filme deu prejuízo, apesar de apresentar a música "Be a Clown" (cujos "ecos" curiosamente se fazem presentes na música "Make 'Em Laugh", apresentada por Donald O'Connor no musical "Cantando na Chuva" (Singin' in the Rain) de 1952). "Alta Sociedade" (High Society) (1956), estrelado por Bing Crosby, Frank Sinatra e Grace Kelly, trás o último sucesso de Cole Porter, "True Love". Escreveu também canções para o musical "Les Girls" (1957) com Gene Kelly. Sua última partitura foi para um especial de TV da CBS, Aladdin (1958).
Após uma série de úlceras e 34 operações, sua perna direita teve de ser amputada e substituida por uma prótese mecânica em 1958. A amputação sucedeu-se à morte de sua mãe em 1952 e ao fim da batalha de sua esposa contra um enfisema em 1954. A sucessão de reveses combinados mostraram-se fortes demais para Porter. Ele não escreveu mais nenhuma canção após 1958 e passou seus últimos anos em relativa reclusão.
Cole Porter morreu de falência renal aos 73 anos em Santa Monica, California e foi enterrado no Mount Hope Cemetery em sua cidade natal, entre os túmulos de sua mãe e sua esposa.
Matéria de 08 May 2011
Ary Barroso - um homem múltiplo
O ano de 1936 marca também a estréia na Rádio Cruzeiro do Sul, a PRD-2, o mineiro Ary Barroso, que se tornaria um radialista múltiplo: apresentador de programas de Calouros, narrador esportivo, que tocava gaita quando havia gols. Tornou-se uma das mais importantes figuras do Rádio. E acima de tudo um dos maiores compositores musicais, deixando-nos um enorme e aprimorado acervo de canções, muitas delas internacionais, como a “Aquarela do Brasil”.
Matéria de 27 Apr 2011
História do Carnaval
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.
A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.
Matéria de 15 Feb 2011
Breve História da PRA-9 - Rádio Mayrink Veiga


A Rádio Mayrink Veiga, inaugurada em março de 1926 funcionava no mesmo prédio que abrigava a “Casa Mayrink Veiga & Cia.”, a qual comercializava os receptores Atwater Kent” e Stromberg Karlson”, de procedência Norte- americana.
Estes receptores eram os primeiros do tipo “ Superheterodino a serem vendidos no Brasil e se caracterizavam por uma excelente seletividade e facilidade no manejo, uma vez que dispensavam o controle de “Regeneração”, causador de atritos entre vizinhos devido aos apitos que provocava em receptores localizados nas imediações.
A Rua Municipal, anos mais tarde teve o seu nome mudado para “ Mayrink Veiga”.
Matéria de 09 Dec 2010
Breve História da Rádio Tupi do Rio de Janeiro

A Rádio Tupi do Rio de Janeiro foi fundada no dia 25 de setembro de 1935 pelas Emissoras e Diários Associados do Brasil de Assis Chateaubriand. O apelido da rádio era "Cacique do ar". Mas a primeira apresentação da rádio foi no dia 15 de setembro do mesmo ano com a execução do Hino Nacional por um coral regido pelo maestro Heitor Villa-Lobos. Na década de 1940 a Rádio Tupi tinha um elenco com grandes nomes da música brasileira como Sílvio Caldas, Jamelão, Elizeth Cardoso, Dalva de Oliveira, Dorival Caymmi, Vicente Celestino etc, tendo também um elenco de rádio teatro com nomes como Paulo Gracindo, Yoná Magalhães, Maurício Shermann, Orlando Drummond etc.
O jornalismo da Rádio Tupi foi importante no final da Segunda Guerra Mundial sendo a primeira a anunciar o final da guerra. O "Grande Jornal falado Tupi" era um dos mais ouvidos do Rio de Janeiro.
Em 1943 um incêndio atingiu a Rádio Tupi, a emissora perdeu boa parte dos seus arquivos musicais. A Rádio conseguiu se recuperar e em 1950 a rádio inaugurou um grande auditório, sendo considerado o "Maracanã dos auditórios".
Lançou grandes sucessos populares como Parabéns pra Você, advindo de um concurso promovido por Almirante e vencido por Bertha Celeste Homem de Mello e Aquarela do Brasil.
No esporte a rádio se destacava com nomes como Ary Barroso, Oduvaldo Cozzi, Cezar Rizzo, etc.
Em 1959 a Rádio inaugurava seu transmissor de 10 kw com um show da cantora Ângela Maria no auditório da emissora.
Em 1960 foi criado o mais tradicional programa da rádio que está no ar até hoje. A "Patrulha da Cidade". O programa foi idealizado pelo jornalista Afonso Soares. O programa aborda os assuntos policiais, muitas vezes com uma pitada de bom humor. Hoje, o programa é dirigido, roteirizado e apresentado pelo jornalista Coelho Lima, acompanhado pelo comunicador Garcia Duarte e grande elenco de rádio atores.
Durante a década de 1970 a rádio passou por várias crises (Uma delas culminou no fechamento da TV Tupi ), mas a rádio conseguiu se recuperar, lançando diversos programas, entre eles o humorístico A Turma da Maré Mansa, e é uma das maiores rádios do Rio de Janeiro.
No dia 25 de setembro de 2005, dia dos 70 anos da Super Rádio Tupi, foi inaugurada o primeiro transmissor digital do rádio brasileiro que foi instalada na ilha de Itaóca, em São Gonçalo.
Atualmente a rádio dedica-se ao entretenimento, ao jornalismo e à cobertura esportiva.Esta, por sua vez, tem grande destaque, com amplas coberturas de jogos de futebol, por exemplo.
Em 1 de junho de 2009, passou a ser transmitida também pelo FM, na frequência 96,5 MHz, que antes pertencia à Nativa FM. Por sua vez, a mesma ocupou os 103,7 da extinta rádio Antena 1 Rio.
Matéria de 06 Dec 2010
OUÇA 'ALMANAQUE' - Rádio Roquette Pinto, 94,1 FM
'ALMANAQUE' - Revista Cultural, aos domingos, às 7:00 horas da manhã, com Iterbio Aldrighi e Patrícia Gregory. Produção de Iterbio Aldrighi

Depois de ouvi-lo, escreva, sugerindo temas, criticando, solicitação músicas preferidas. Eis os endereços pela internet: almanaquenoradio@gmail.com e rrp@94fm.rj.gov.br
Matéria de 03 Dec 2010
A História do Rádio no Brasil

Como inauguração do rádio no Brasil, a primeira cidade a fazer uma transmissão radiofônica foi a cidade de Recife, em 1919. Porém, a primeira emissora instalada foi no Rio de Janeiro, em 1922.
Em 1923, foi fundada a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro por Roquette Pinto e Henry Morize, dando a ela um cunho educativo. Porém destinado às elites devido a seus altos custos. Ainda na década de 20, o rádio foi se espalhando pelo território brasileiro, mas vivia de mensalidades pagas pelos ouvintes.

Entretanto, na década de 30, surge a rádio comercial devido a inserção publicitária pelo Decreto nº 21.111, de 1º de março de 1932, que correspondia a 10% da programação veiculada. Como resultado, percebeu-se a passagem de erudita para cultura popular com o intuito de atingir o público de massa. De interesses educativos passou-se a mercantins; passou a responder às necessidades coletivas de recreação e informação, sendo manipulador de opinião.
A profissionalização no rádio foi constata a partir das programações melhores distribuídas, da linguagem aprendida e dos objetivos assumidos para conquistar audiências e mercado para os produtos anunciados.
Ainda na década de 30, aparece a propaganda política. César Ladeira, locutor da Rádio Record, em 1932, inaugura um programa com episódios da Revolução Constituinte, em São Paulo. Também surgem os programas de auditório com a participação popular e a Rádio Jornal do Brasil estabelece em sua programação o cunho informativo; nasce também, a Voz do Brasil.
Apesar de estar vivendo sua época de ouro, nos anos 40, conquistando novos públicos e descendo ao popularesco, teve em sua história a intervenção federal, marcando nelas um forte controle social determinado pelo Governo. É nessa configuração social que surge o Ibope – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística – em 1942. A radionovela pioneira, “Em busca da Felicidade”, data-se dessa época. A Rádio Panamericana, de São Paulo, transformou-se em “Emissora de Esportes”. E surge o radiojornalismo com o “Repórter Esso”, “O Grande Falado Tupi”, e “O Matutino Tupi”.
A época de ouro declina-se com o advento da televisão, nos 50. Teve, então, que ir modificando sua programação para necessidades mais regionais. Contudo, teve um grande aliado: o transistor – um elemento eletrônico que possibilitava ouvir rádio em qualquer lugar e hora. Também, criou-se o Serviço de Utilidade Pública, em todo o país.
Nos anos 60, com a Rádio Excelsior, São Paulo, inaugura-se a tendência à programação musical e começam a operar as primeiras FMs como “música ambiente”. Somente na década de 70, elas se tornam canais abertos voltados exclusivamente para programação musical; a primeira, foi a Rádio Difusora de São Paulo. E para sair do marasco dos anos 50, percebe-se cada vez mais a tendência à profissionalização.

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Antonia Alves
Publicado no Recanto das Letras em 29/08/2007
Código do texto: T629950
Matéria de 03 Dec 2010
Cantoras do Rádio - Emilinha Borba


Emilinha Borba 31/08/1923 03/10/2005
Nasceu no bairro carioca da Mangueira, o que desde cedo selou sua ligação àquela escola de samba. Ainda criança começou a se apresentar em programas de auditório e de calouros no rádio. Sua fama foi se consolidando aos poucos e logo formou a dupla As Moreninhas ao lado de Bidu Reis, que durou pouco mais de um ano. Em 1939 gravou seu primeiro disco solo pela Columbia e conseguiu, com a ajuda de Carmen Miranda, ser contratada pelo Cassino da Urca como crooner. Assinou mais tarde com a Rádio Nacional, e lá ficou por 27 anos, tornando-se uma das mais conhecidas estrelas do rádio. Participou também de vários filmes. De 1968 a 1972 Emilinha esteve afastada dos microfones por um problema nas cordas vocais que a obrigou a fazer três cirurgias e longo estudo para reeducar a voz e poder voltar a cantar. Ganhou muitos títulos e prêmios nos anos 50, e seu fã-clube exaltado tem uma rixa eterna com o da cantora Marlene. As duas cantoras disputaram várias vezes o posto de Rainha do Rádio, mas mesmo assim gravaram juntas diversas faixas. Entre os grandes sucessos de Emilinha estão "Dez Anos" (versão de Lourival Faisal para a música de Rafael Hernandez), "Cachito" (Consuelo Velasquez, versão de A. Bougert), "Baião de Dois" (Luiz Gonzaga/ Humberto Teixeira), "Se Queres Saber" (Peterpan), "Escandalosa" (Djalma Esteves/ Moacir Silva), "Chiquita Bacana" (João de Barro/ A. Ribeiro), "Primavera no Rio" (João de Barro) e "Paraíba" (L. Gonzaga/ H. Teixeira). Emilinha faleceu aos 82 de infarto, em seu apartamento em Copacabana.

Discografia
Discos de carreira

OH! AS MARCHINHAS - EMILINHA BORBA E JORGE GOULART
Phonodisc - 1981

FORÇA POSITIVA
Independente - 1981

AMOR DA MINHA VIDA
CBS - 1965

BENZINHO
CBS - 1963

EMÍLIA NO PAÍS DOS SUCESSOS
CBS - 1960

CALENDÁRIO MUSICAL
Continental - 1958

Extras

EMILINHA BORBA - OS ÍDOLOS DO RÁDIO VOL. VI
Collector's - 1988

Coletâneas

A MINHA, A SUA, A NOSSA FAVORITA
Revivendo - 1999

SUA MAJESTADE, A RAINHA DO RÁDIO
Revivendo - 1999

MESTRES DA MPB - EMILINHA BORBA
Warner-Continental - 1994

EMILINHA BORBA
Revivendo - 1992
Matéria de 25 Feb 2010
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